Arquivos mensais: maio 2014

Os 8 passos para criar uma equipe fracassada

fracasso

Você já reparou como é difícil encontrar pessoas que lhe façam algum tipo de elogio?

Acredito que esse comportamento seja cultural, pois passamos diariamente por pessoas nas ruas e não falamos sequer um bom dia, boa tarde ou boa noite. Esquecemos definitivamente as lições básicas de cidadania. Por outro lado, há casos em que damos um bom dia a alguém e recebemos como resposta:                                                                                       – Estou indo,                                                                                                                                                                             – Estamos na luta ou                                                                                                                                                           – Não esta fácil!                                                                                                                                                                     É incrível, mas está cada vez mais difícil achar pessoas positivas, com alma vencedora, com vontade de crescer e criar um ambiente melhor, seja em casa ou no trabalho. Pessoas que tem sistematicamente uma áurea negativa, como aquela hiena “Hardy” do desenho animado, ou ainda aquelas pessoas arrogantes, que tem o chamado “Rei na barriga” e que sabem tudo. Inspirado em tais perfis negativos, comecei a imaginar ao contrário e, com minha experiência em liderar equipes de venda, desenvolvi 8 pontos chaves para se criar uma equipe fracassada. Isso mesmo, uma equipe pronta para o insucesso. Vejamos:

1 – Alinhamento: Incentive sua equipe a ter pensamentos negativos, de preferência idênticos aos seus. Com isso, diminuirá muito a possibilidade de se chatear com atitudes contrárias às suas e com certeza vai diminuir problemas de alinhamento. Não terá que aguentar aquele grupo de chatos, que sempre discordam de você e que enxergam o mercado de outra maneira. Preparando uma equipe com perfil de comportamento negativo igual ao seu, não terá ninguém para dar feedbacks construtivos e também nenhum idiota para lhe apoiar nos seus pontos fracos, já que todos têm pontos fortes iguais aos seus. Você terá uma equipe de profissionais que sempre lhe seguirá sem questionar. Uma equipe operacional fantástica, mas sem nenhum valor e sem opinião própria.

2 – Nunca revele a eles a estratégia de negócios da empresa, afinal é confidencial e só deve ser divulgado apenas em nível gerencial ou superior ao seu. Sempre use com sua equipe, expressões estratégicas que mostrem sua superioridade, diga algo como: “Nossa estratégia está baseada no aumento do crescimento sustentável, focado no plano irrestrito do cliente”, afinal de contas o que sua equipe precisa mesmo é executar as suas ordens e  preferencialmente sem questionar.

3 – Seja ausente e inacessível, esteja sempre fechado em sua sala ou diga que está em importantes reuniões e não tem tempo para se prender a detalhes de menor importância. Se recuse a acompanhar regularmente os resultados de cada membro de sua equipe, e nunca se preocupe em oferecer-lhes ajuda. Afinal todos da equipe são profissionais autossuficientes e se precisarem virão à sua procura.

4 – Nunca se preocupe com a comunicação. É evidente que todos entendem sua linguagem. Esqueça o que disse Mandela:  “Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração”. Para que passar informações além do que precisa que seja feito? O porquê e a Importância da tarefa? Não perca seu tempo checando se sua informação foi recebida da maneira correta ou que você queria transmitir, afinal seu tempo é muito caro e curto.

5 – Não faça reuniões de follow-up e aguarde o resultado somente para o dia agendado. “Delargue” (delegue tarefas e largue o monitoramento) responsabilidades e não dê autonomia a ninguém.

6 – Nunca delegue, porque se você delegar correrá riscos: Poderá obter resultados melhores e maiores do que se você mesmo fizesse e desta forma, estaria criando um monstro com potencial de crescimento dentro da equipe.

7 – Evite feedbacks a qualquer custo, em especial os construtivos que mostram aos membros da equipe aquilo que estão fazendo em desacordo com o esperado, afinal pra que ser exigente ou duro demais?

8 – Não perca tempo treinando comportamentos e atitudes positivas dos membros de seu time, afinal eles são profissionais bem pagos e tem que saber exatamente tudo isso como premissas para estarem empregados.

Já imaginou esse Líder e essa equipe?

Se você faz parte do time dos Positivos que dizem: – Bom dia! Hoje vamos avançar, vamos ter o melhor dia, vamos atingir todos os nossos objetivos. É um daqueles profissionais que já entendeu que só tem sucesso quando sua equipe também o tem, então foque esses oito pontos no seu dia-a-dia, ou melhor, FOQUE NO QUE NÃO FAZER.

Bons Negócios!

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Baru Benviniste

Paulistano de nascimento, engenheiro químico pela Universidade Mackenzie e pós-graduado em PNL-Programação Neuro-linguística. Iniciou a carreira como vendedor técnico no segmento industrial, alcançando cargos gerenciais em vendas. Tornou-se empresário de sucesso no varejo, vivenciou momentos de instabilidade na economia brasileira, tendo que recomeçar do zero como vendedor autônomo e mesmo em condições adversas utilizou sua motivação natural, o know-how técnico e a experiência em vendas para criar a “Fórmula do Professor Baru – Motivação em Vendas”. Hoje atua como palestrante e consultor em vendas, utilizando a PNL para levar os clientes a formular seu próprio elixir diário de motivação em vendas. Ministra palestras motivacionais, treinamentos em vendas, atendimento a clientes, negociação e gestão da comunicação e marketing. Realizou mais de 500 treinamentos, 10 mil horas para mais de 15 mil profissionais em nível nacional.  Compõe o time da Cognitivus desde Abr/14.

Planejamento estratégico. Nós realmente precisamos de um?

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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO. Nós realmente precisamos de um?

Que o planejamento estratégico é vital para as empresas não há sombra de dúvida, mas do ponto de vista do profissional como fica isso?

Muito comum no mundo corporativo, o planejamento estratégico tem como objetivo principal nortear a gestão dos negócios em um determinado período, tomando como base o estudo dos ambientes interno e externo e desmembrando em objetivos que viabilizem a execução e alcance das metas estabelecidas.

Em que pese que o planejamento estratégico deva ser dinâmico, ou seja, passível de ajustes ao longo do período em função das variações normais do mercado, há, porém, algo que lhe dê sustentação e credibilidade: A definição de Missão da corporação, sem a qual o planejamento não teria sentido para os colaboradores da empresa. É necessário saber o porquê realizamos uma determinada tarefa. Lembrei-me da passagem em que dois pedreiros construíam uma igreja, quando foram questionados sobre o que estavam fazendo. Um responde: “Estou fazendo uma parede de 30 metros de comprimento”. Já o segundo arremata: “Estou construindo o templo que abrigará nossos eventos religiosos nos próximos anos e que trará muita prosperidade ao povo da região”.

Quais relações nós podemos fazer sob o ponto de vista profissional? Será que estamos nos impondo objetivos estratégicos baseados em nossa missão de vida? Será que estamos agindo de acordo com nossos valores, para atingirmos nossa missão? Qual seria o ganho de tempo, esforço e investimento que teríamos se déssemos mais foco ao que planejamos? Será que somos capazes de prever o futuro, baseado naquilo que fizemos até o presente momento? Temos visão do que foi bem feito e o que precisa ser melhorado? Agimos conforme nossa consciência, ou seja, não podemos culpar ninguém por decisões eventualmente erradas ou precipitadas em nossas vidas. O que nos resta é admitir os erros, mirar no acerto, revisar a estratégia e agirmos prontamente.

Em tempos de revisão de planejamento, as empresas se preparam para o segundo semestre, ajustam metas e planos de ação. E você, pensou o que será após a copa do mundo? Manterá os mesmos planos? Fará algo diferente? Está feliz com o que atingiu até aqui? Afinal, o profissional também precisa de um planejamento estratégico? Qual sua opinião? Ajude-nos a tornar este blog mais efetivo em nossas vidas. Agradecemos seu compartilhamento!

Luiz Menezes dos Santos

luiz

Baiano que adotou São Paulo como terra natal há 40 anos, sendo 30 dedicados ao treinamento corporativo, teve projetos implantados em grandes empresas dos segmentos Plástico e Automotivo, tais como Ipiranga, Reckitt & Colmann, Valeo e Wurth do Brasil. Graduou-se em Química pela Universidade Mackenzie, especialização em plásticos pelo Senai, Gestão de Projetos pelo IPT-Instituto de Pesquisas Tecnológicas de SP e MBA em Gestão Empresarial pela FGV-SP. Ministrou cursos e palestras para mais de 10.000 profissionais nas áreas: Produção, Engenharia, Vendas, Marketing, nos últimos 15 anos. Fundador da Cognitivus Gestão Empresarial Ltda-ME, empresa dedicada ao desenvolvimento de competências funcionais, com o objetivo de reduzir o déficit de mão-de-obra qualificada no mercado e impactar na produtividade das empresas.

Suicídio Social

suicidiosocial     SUICÍDIO SOCIAL – Será que já chegamos?Em uma das aulas de gestão de pessoas na faculdade, aprendi que as sociedades mundiais desenvolveram-se em ciclos bem definidos, a partir de uma dicotomia interessante: Quando atingiam o ápice do desenvolvimento econômico e social, apresentavam uma verdadeira cisão de alma. A essa patologia, o historiador britânico Arnold Toynbee chamou de Suicídio Social, condição em que as sociedades apresentam as seguintes características:

1 – Sensação de abandono: Ocorre a perda de crença na proteção dos governos, na sua capacidade de reação frente a eventuais ataques, catástrofes, etc. Seria o episódio de 11 de setembro de 2001 nos EUA um exemplo disso?

2 – Fatalismo cínico: Rir-se da desgraça alheia. Não é difícil deparar-nos com a banalização da vida nas ruas. Será que já nos acostumamos com isso?

3 – Desaparece o idealismo: Perde-se o gosto de sonhar. Qual o legado que estamos deixando para nossos jovens?

4 – Sem crenças na moralidade: Não há valores humanos claros. Praticar o bem vale a pena?

5 – Escapismo: Fuga das decisões. Já dizia o ditado: – Está com medo, para que veio?

6 – Ânsia furiosa pelo prazer: Falta de altruísmo, o que importa é saciar-se imediatamente. É possível viver sozinho?

7 – Fuga para o consumo, distração e entretenimento.

8 – Descrença em si, falta de controle da própria vida, de consciência, pessimismo.

Embora o alerta soe apocalítico, importante refletirmos sobre nossas atitudes enquanto profissionais, seres humanos. Não sei se já chegamos a tal ponto, mas podemos mudar o rumo das coisas agindo no microambiente, naquelas situações em que temos o poder de agir, de agregar ao próximo, quer seja na família, na sociedade, no trabalho, enfim a nós mesmos. Hora de refletir: Será que estamos agindo assim?

Tenham um ótimo dia e aproveitem para opinar sobre esta matéria. Boa leitura!

 Luiz Menezes dos Santos

luiz

Baiano que adotou São Paulo como terra natal há 40 anos, sendo 30 dedicados ao treinamento corporativo, teve projetos implantados em grandes empresas dos segmentos Plástico e Automotivo, tais como Ipiranga, Reckitt & Colmann, Valeo e Wurth do Brasil. Graduou-se em Química pela Universidade Mackenzie, especialização em plásticos pelo Senai, Gestão de Projetos pelo IPT-Instituto de Pesquisas Tecnológicas de SP e MBA em Gestão Empresarial pela FGV-SP. Ministrou cursos e palestras para mais de 10.000 profissionais nas áreas: Produção, Engenharia, Vendas, Marketing, nos últimos 15 anos. Fundador da Cognitivus Gestão Empresarial Ltda-ME, empresa dedicada ao desenvolvimento de competências funcionais, com o objetivo de reduzir o déficit de mão-de-obra qualificada no mercado e impactar na produtividade das empresas.