Arquivos da categoria: Comportamento

O que a fábula da formiga pode nos ensinar?

cigarraeformiga (2)

Estava eu zapeando pela web, quando vi uma nota sobre 4 características extremamente importantes em um profissional de sucesso, nos dias atuais:

Foco, determinação,  planejamento e capacidade de lidar com o risco de forma natural. Ao começar a ler, lembrei-me daquela fábula da cigarra e a formiga, a qual dava conta de um diálogo entre uma cigarra, que tentava convencer a formiga de que o correto era aproveitar o verão, sem prever os desafios naturais do inverno.

Comecei então a analisar o comportamento das formigas, citado por inúmeros autores e principalmente por Jim Rohn, grande professor da vida, empreendedor americano que deu sentido a muitas coisas que fazemos no nosso dia-a-dia, através de suas palestras motivacionais, chamando de Filosofia das Formigas e que passo a relembrar agora, para quem se importa com o tema Gestão:

frases_determinacao

Segundo Rohn, as formigas têm quatro conceitos que todos deveríamos estudar. O primeiro conceito da filosofia das formigas é que elas não desistem. Veja como uma coisa simples é fundamental na vida. Se uma formiga vai andando em uma direção e você tenta pará-la, ela vai achar um outro jeito de avançar. Ela vai tentar passar por cima, pelos lados, por baixo. Ela sempre procura um outro jeito. Que filosofia interessante: nunca deixar de procurar formas diferentes de chegar aonde você quer. Determinação.

formigas2

Segundo, formigas pensam no inverno durante todo o verão. É uma perspectiva interessante. Você não pode ser ingênuo achando que o tempo bom vai durar para sempre. As formigas passam o verão todo juntando comida para passar o inverno. Elas pensam no futuro e se preparam.

A terceira parte da filosofia das formigas é que as formigas pensam no verão o inverno inteiro. Isso é muito importante! Durante o inverno, as formigas motivam-se pensando: “Este tempo horrível já vai passar, logo sairemos daqui”. E no primeiro dia de sol elas saem correndo do formigueiro, motivadas para trabalhar e descobrir coisas novas. Se esfriar novamente, elas voltam para dentro, esperando mais uma vez que esquente para que possam sair. Planejamento e Pensamento positivo.

formigas3

E aqui está a última parte da filosofia das formigas. Quanto às formigas juntam durante o verão para passar o inverno? Tudo o que conseguem. Elas não gastam achando que tem suficiente, ou que aquilo é tão pouco que não vale a pena guardar. Simplesmente guardam tudo – e por isto têm quando precisam.

Como diz o Jim Rohn, quatro pontos simples, uma filosofia poderosa. Mais do que planos milagrosos, precisamos pensar mais como as formigas. Se cada um fizer sua parte, a colônia inteira prospera e cresce. As formigas tem foco. Trabalhar junto é abreviar o caminho para as metas. Nunca perder o foco e evitar o desperdício de tempo, elemento em escassez nos tempos modernos.

Alguma relação com o que passamos nas corporações? A partir desta singela comparação, posso entender alguns comportamentos em profissionais com os quais interajo no meu cotidiano. Enfim, o exercício repetido leva ao hábito e com o hábito estabelecido, agimos naturalmente e consequentemente alcançamos êxito no que fazemos, não importando o tamanho e impacto dos nossos atos.

Boa leitura!

 

Suicídio Social

suicidiosocial     SUICÍDIO SOCIAL – Será que já chegamos?Em uma das aulas de gestão de pessoas na faculdade, aprendi que as sociedades mundiais desenvolveram-se em ciclos bem definidos, a partir de uma dicotomia interessante: Quando atingiam o ápice do desenvolvimento econômico e social, apresentavam uma verdadeira cisão de alma. A essa patologia, o historiador britânico Arnold Toynbee chamou de Suicídio Social, condição em que as sociedades apresentam as seguintes características:

1 – Sensação de abandono: Ocorre a perda de crença na proteção dos governos, na sua capacidade de reação frente a eventuais ataques, catástrofes, etc. Seria o episódio de 11 de setembro de 2001 nos EUA um exemplo disso?

2 – Fatalismo cínico: Rir-se da desgraça alheia. Não é difícil deparar-nos com a banalização da vida nas ruas. Será que já nos acostumamos com isso?

3 – Desaparece o idealismo: Perde-se o gosto de sonhar. Qual o legado que estamos deixando para nossos jovens?

4 – Sem crenças na moralidade: Não há valores humanos claros. Praticar o bem vale a pena?

5 – Escapismo: Fuga das decisões. Já dizia o ditado: – Está com medo, para que veio?

6 – Ânsia furiosa pelo prazer: Falta de altruísmo, o que importa é saciar-se imediatamente. É possível viver sozinho?

7 – Fuga para o consumo, distração e entretenimento.

8 – Descrença em si, falta de controle da própria vida, de consciência, pessimismo.

Embora o alerta soe apocalítico, importante refletirmos sobre nossas atitudes enquanto profissionais, seres humanos. Não sei se já chegamos a tal ponto, mas podemos mudar o rumo das coisas agindo no microambiente, naquelas situações em que temos o poder de agir, de agregar ao próximo, quer seja na família, na sociedade, no trabalho, enfim a nós mesmos. Hora de refletir: Será que estamos agindo assim?

Tenham um ótimo dia e aproveitem para opinar sobre esta matéria. Boa leitura!

 Luiz Menezes dos Santos

luiz

Baiano que adotou São Paulo como terra natal há 40 anos, sendo 30 dedicados ao treinamento corporativo, teve projetos implantados em grandes empresas dos segmentos Plástico e Automotivo, tais como Ipiranga, Reckitt & Colmann, Valeo e Wurth do Brasil. Graduou-se em Química pela Universidade Mackenzie, especialização em plásticos pelo Senai, Gestão de Projetos pelo IPT-Instituto de Pesquisas Tecnológicas de SP e MBA em Gestão Empresarial pela FGV-SP. Ministrou cursos e palestras para mais de 10.000 profissionais nas áreas: Produção, Engenharia, Vendas, Marketing, nos últimos 15 anos. Fundador da Cognitivus Gestão Empresarial Ltda-ME, empresa dedicada ao desenvolvimento de competências funcionais, com o objetivo de reduzir o déficit de mão-de-obra qualificada no mercado e impactar na produtividade das empresas.